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Rendeira

A arte a sombra.
Neste ensaio, todo o protagonismo é das Mulheres rendeiras da cidade de Divina Pastora, Sergipe. O resultado do seu ofício, a renda irlandesa, aparece de forma inusitada: Sombras que desenham-se por sobre a pele. Esta poética tem a ousada intenção de assombrar (verbo transitivo: Causar assombro, deixar atônito, espantar, causar admiração, maravilhar). Fotografar a sombra. Fotografar assombra. – Texto inspirado (parafraseando) o livro de Eduardo Villares - “As Sombras São”

A série “A Arte à Sombra” recebeu uma menção honrosa do Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas do Patrimônio Cultural Imaterial (Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - CNFCP). 

Roberio Braga, Fotografo @roberiobraga

Rendeiras

Atualmente são 60 rendeiras na ASDEREN, com habilitação confirmada e que recebem sua classificação para desenvolver suas atividades na associação: mestra, mestra aprendiz, rendeira e rendeira aprendiz.  Estas mulherestecem durante meses os fios envoltos num cordão para produzir a renda. São mulheres artesãs, jovens ou idosas, mães de família, que aprenderam a tecer e carregam esse ofício cheio de história e tradição.

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Mestra Rendeira

Alzira Alves Santos

Dona Alzira Alves Santos é uma mestra rendeira com uma experiência que começou aos 10 anos e continua ao longo de muitos anos, já que ela agora tem 75 anos. Ela se tornou rendeira porque preferia isso à trabalhar no canavial, como seu pai desejava. Foi sua prima, Lourdes, quem a ensinou. Para Dona Alzira, a renda irlandesa é uma forma de filoterapia, algo que ela gosta muito de fazer.

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Rendeira

Cristina Beatriz

Cristina Beatriz Santos é uma iniciante de rendeira, com apenas seis meses de experiência. Ela não planejava inicialmente aprender renda, mas se interessou ao ver outras pessoas, incluindo Verônica, fazendo. Verônica foi quem a ensinou. Para Cristina, a renda irlandesa é um saber único e uma peculiaridade especial, algo que não se encontra em qualquer lugar.

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Rendeira

Maria Edilene

Dona Maria Edilene Santos é uma rendeira e também ambulante, com cerca de 20 a 25 anos de experiência. Ela começou a fazer renda ao se interessar ao ver crianças costurando na capa de papel quando se mudou para Divina Pastora. Suas professoras foram Dona Alzira e Edileusa. Para Dona Adelene, a renda irlandesa foi importante porque lhe permitiu ganhar dinheiro em um momento de necessidade, além de começar a fazer suas próprias peças. Ela também mencionou o apoio do presidente da associação, César, para que pudessem ganhar dinheiro com seu trabalho.

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Rendeira

Verônica Leite

Dona Verônica Leite da Silva é uma aprendiz de mestra rendeira com 32 anos de experiência. Ela começou por curiosidade ao ver sua mãe fazer, depois foi pelo dinheiro e pelo desafio de aprender novos pontos. Sua mãe foi quem a ensinou, e para Verônica, a renda irlandesa é um símbolo de orgulho e satisfação. Quanto ao tipo de renda que mais gosta de fazer, ela não tem preferência específica.

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